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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A VISÃO DE ZACARIAS

A visão do candelabro e das duas oliveiras que o profeta Zacarias teve se referem à altura da reconstrução do templo no tempo de Zorobabel.
“Tornou o anjo que falava comigo e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono,  e me perguntou: Que vês? Respondi: olho, e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro.” (Zc. 4:1-2).

O profeta Daniel, também reagiu de maneira semelhante devido à profundidade das revelações que lhe foram feitas.
“Falava ele comigo quando caí sem sentidos, rosto em terra; ele, porém, me tocou e me pôs em pé no lugar onde eu me achava;” (Dn. 8:18)
Zacarias também foi posto de pé e fortalecido, para poder continuar a ver o que o anjo lhe estava a revelar e para escrevê-lo.

Na visão, Zacarias viu um candelabro todo de ouro com um vaso no topo, e nos ramos sete lâmpadas com sete tubos, ligados um a cada uma das lâmpadas. Em cada lado do candelabro, havia uma oliveira que forneciam azeite diretamente  ao vaso do candelabro, de onde o azeite corria contìnuamente e abasteciam as sete lâmpadas, para mantê-las acesas.
O candelabro representa Israel como luz para as nações.

O constante fornecimento de azeite ao candelabro garantirá que brilhe contìnuamente.
No julgamento de Deus sobre o mundo durante o dia do Senhor, Ele salvará e lavará o resíduo de Israel fazendo deles uma luz brilhante para o mundo.
“Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o SENHOR, e a sua glória se vê sobre ti. As nações se encaminham para a tua luz, e os reis, para o resplendor que te nasceu.” (Is. 60:1-3)
“Mas vós sereis chamados sacerdotes do SENHOR, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis as riquezas das nações e na sua glória vos gloriareis. Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis na vossa herança; por isso, na vossa terra possuireis o dobro e tereis perpétua alegria.” (Is. 61:6-7)

O segredo das lâmpadas acesas está no fornecimento abundante e ininterrupto de azeite.
Isto constitui um símbolo bem conhecido, do Espírito Santo, na Bíblia.
O Senhor disse a Moisés: “Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente.” (Êx. 27:20)
Somente através do trabalho do Espírito Santo, que a luz do reino de Deus pode brilhar no mundo.
O comando para ter um candelabro no templo, com sete lâmpadas que deviam manter-se acesas dia e noite, representava a presença ininterrupta do Senhor entre o Seu povo por meio da operação do Seu Espírito.

O azeite era também utilizado para a unção dos sacerdotes, salientando dessa maneira que, se Deus não ungir uma pessoa com o Seu Espírito, essa pessoa não pode agir como sacerdote para servir a Deus e para se dirigir ao povo em Seu nome.
“Depois, derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para consagrá-lo.” (Lv. 8:12)
David louvou a Deus por Deus ter ungido a sua cabeça com óleo.
“Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.” (Sl. 23:5)
Salomão disse: “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça.” (Ec. 9:8)
Isto indica uma vida pura e santificada.

Ao explicar o fornecimento contínuo do azeite para as lâmpadas, o anjo fez notar ao coração de Zacarias o tão-importante papel do Espírito Santo na habilitação das pessoas para fazerem o trabalho de Deus na Terra ou seja, neste caso a reconstrução do templo por Zorobabel.
“Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos. Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel serás uma campina; porque ele colocará a pedra de remate, em meio a aclamações: Haja graça e graça para ela!” (Zc. 4:6-7)
O anjo não só sugeriu que Zorobabel acabaria o templo por meio do fornecimento abundante do Espírito de Deus, mas também que todos os obstáculos à reconstrução seriam removidos.
“As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa, elas mesmas a acabarão, para que saibais que o SENHOR dos Exércitos é quem me enviou a vós outros.” (Zc. 4:9)
O poder humano e a fôrça militar não podiam terminar a tarefa, mas que trabalhadores sob a direção de Zorobabel, fortalecidos pelo Espírito, podiam fazê-lo.

“Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel. Aqueles sete olhos são os olhos do SENHOR, que percorrem toda a terra.” (Zc. 4:10)
Zorobabel começou a reconstrução sobre as fundações antigas, e também a completaria lançando a primeira pedra.
A linha de prumo na sua mão simboliza a sua fiscalização do projeto de reconstrução, e também o cuidado que devia ter para garantir a correção das linhas verticais das paredes e para fazer o trabalho de acordo com o plano estabelecido.

Aqueles que desprezavam as coisas pequenas eram as pessoas que não acreditavam que a pequenez do princípio da reconstrução pudesse conduzir a resultados significativos. Mas o trabalho do Senhor tem sempre um começo pequeno, por não ser apoiado por extensa mão de obra e por recursos vastos de dinheiro e de outros requisitos.
O trabalho era levado a cabo de tal maneira, que o povo via a bênção de Deus no projeto, e a Sua graciosa provisão de tudo o que era necessário.
Foi por isso que Zorobabel traria a primeira pedra do edifício concluído com gritos.
“Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel serás uma campina; porque ele colocará a pedra de remate, em meio a aclamações: Haja graça e graça para ela!” (Zc. 4:7)

Os sete olhos simbolizam o escrutínio mundial de Deus; nada está escondido dos Seus olhos.
Na Sua omnisciência, Deus vê e conhece o que todas as pessoas fazem.
“Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.” (Pv. 15:3)
“E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” (Hb. 4:13)
Devido ao Seu perfeito conhecimento, Ele fortalecerá e guiará através do Espírito Santo os Seus verdadeiros servos que apenas n’Ele confiam.
“Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia,” (Sl. 33:18)

As duas oliveiras que fornecem o azeite ao candelabro são dois ramos com azeitonas que lançam o seu azeite nos tubos dourados, através dos quais corre para o vaso e depois pelos 49 canais até à sete lâmpadas.
As duas oliveiras são os dois ungidos que estão ao lado do Senhor de toda a Terra.
“Então, ele disse: São os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra.” (Zc. 4:14)
Os ramos referem-se aos sacerdotes e reis ungidos, neste caso a Josué e Zorobabel.
Josué representa o sacerdócio e foi consagrado para o culto e Zorobabel o príncipe da disnatia davídica e cabe o poder real.

A razão da escolha divina de Israel

Deus não tinha escolhido o povo de Israel só para conceder-lhe privilégios, mas uma MISSÃO.
Muitos cristãos se confundem e não entendem que Israel devia atuar como testemunhas de Deus e luz das nações até os confins da Terra.
“Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador.” (Is. 43:10-11)
“Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” (Is. 49:6)
O papel de Israel era transmitir aos moradores da Terra o conhecimento do verdadeiro Deus, Sua lei e Seu plano de salvação.
O mundo inteiro conheceria e louvaria ao verdadeiro Deus, caso Israel não tivesse falhado em cumprir sua missão.

O apelo para os estrangeiros unirem-se ao concerto com Israel se dá no contexto do ideal divino, “a Minha casa será chamada casa de oração para TODOS os povos”.
“Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal. Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao SENHOR, dizendo: O SENHOR, com efeito, me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca. Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança, darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.” (Is. 56:2-7)

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